quinta-feira, 7 de maio de 2009

Entrevista número um

Uma ligação! Isso mesmo, uma ligação! "Magali, aqui é da Record News e vimos seu currículo no site Acontecendo Aqui (um site voltado a comunicação). Temos uma vaga no marketing da emissora, queria saber se você tem interesse". Como? Uma ligação? Emprego? Fiquei toda perdida e feliz. Nem acreditava muito, meu sonho estava virando realidade. Conversei, tirei algumas dúvidas, perguntei salário, o que faria e marquei uma entrevista com eles. Lá fui eu, conversar no outro dia. Sai de Criciúma para Florianópolis só para fazer a entrevista. Por uma hora e meia fiquei lá. Conversei com quem está saindo do cargo e com quem seria meu futuro chefe. Acho que falei bem até. Mas como no espetáculo da vida quando tem um tempinho de suspense tudo fica melhor, assim aconteceu. Sai da Record aguardando uma resposta. E assim fiquei durante um final de semana todo. Pensando sobre como seria se a resposta fosse sim, e como seria se a resposta fosse negativa. Como pedir demissão? Qual a reação do pessoal? Vou pegar todos de surpresa? Conversei com poucas pessoas sobre isso, queria esperar dar tudo certo até contar a boa nova.

Abro aspas no texto para descrever algo interessante, ou talvez uma conscidência do destino. Fui pagar uma conta nesta segunda-feira. No balcão havia uma caixinha com várias frases bíblicas e pensamentos. Pensei: "Vou tirar um bilhetinho e ver o que ele me diz". Sempre faço isso quando vou na loja. Mentalizei a pergunta "O que fazer na minha vida, ir para o novo emprego?" E a resposta foi: "Sou seu Deus, não tenha medo eu te ajudo". Melhor resposta que essa não poderia existir. Obrigada Deus!

Então, depois da angústia a resposta negativa. Não foi dessa vez. Depois soube que quem seria meu futuro chefe contratou alguém que ele já havia trabalhado. Um final razoavelmente bom para encarar. A luta tinha que continuar.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Uma ajuda na cozinha

Tem horas que miojo enjooa, suas mil variações de macarrão não são mais suficientes, brigadeiro não é recomendado no almoço e nem batida de banana. Chegou a hora de recorrer a receitinhas super fáceis. Você tem um livrinho super fofo de receita que era da sua vó? Ótimo! Você nem sabe fritar um ovo? Mais uma vez a bendita internet entra em cena. Claro que também tem as revistinhas de culinária vendidas nas bancas e filas de supermercado, mas nada como a praticidade da internet. Existem alguns sites que acesso sempre, vou repassar a dica:

- www.suadieta.com.br/receitas/ (receitas saudáveis :D)

- panelinha.ig.com.br/home_ig_praticas.html


- http://tudogostoso.uol.com.br/

Também acesso o site da Ana Maria Braga, ela é meio chata mas algumas receitas são legais.

É hora de começar a dar tchau

Após três meses da colação de grau em jornalismo várias dúvidas surgiam: o que fazer agora que consegui me formar nos dois cursos como pensei? Continuar com o marketing ou encarar o jornalismo? Ter que começar tudo novamente? Confesso que essas dúvidas ainda existem, mas resolvi não pensar muito nelas. Criei assim uma meta, ou no sentido mais romântico um sonho, que deveria ser alcançada até o final do ano. Para não esquecer disso coloquei como papel de parede do computador onde trabalhei por quase cinco anos a seguinte imagem:




Ao olhar essa imagem lembrava o que realmente queria. Uma forma de não perder o rumo, continuar voltando minhas energias para isso e mandar o medo embora. Sem falar que se o dia no trabalho estivesse meio chato eu olhava para a imagem e mentalizava: "Falta pouco!".
Na foto a praia Mole, em Florianópolis. A frase da música do Ed Motta um lembrete da meta de morar sozinha na capital do meu estado, onde fica essa praia ai. Iniciei o ritual da busca ao sonho mandando currículos para vários lugares. Jornais, revistas, assessorias de imprensa, emissoras de TV, sites de emprego e etc. Algumas respostas, nenhuma positiva e na maioria dos casos indiferença. Mas mesmo assim iniciei o ritual de sair de casa. Avisar aos pais, procurar alguém para morar junto e até fazer uma tatuagem para lembrar minha família e minha vozinha linda que tanto amei. Aos poucos fui conquistando a paciência e a confiança em Deus de que tudo aconteceria no momento certo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Quebra galho na internet

Quebrou coisa ali, falhou outra lá, tem que arrumar aqui, limpar ali, tirar mancha lá... como vou fazer isso? Sempre tem alguma coisa para ser consertada no apartamento/casa. Se você mora em apartamento e o seu condomínio tem um quebra galho, sorte sua. Chame o tiozinho que ele resolve o problema. Caso contrário a saída é chamar a assistência técnica. Dependendo a cidade onde você mora, a sua situação financeira e o tempo disponível; essa pode não ser a melhor alternativa. Se você for homem e entender dessas coisas melhor, agora algumas meninas tem dificuldades. Mas o Saindo de casa existe para judar você. Acessando o Folha Online, descobri alguns sites que podem te ajudar nessa horas.

Na hora de agir cuidados básicos devem ser tomados. Desligar energia, fechar o registro da água, usar ferramentas corretas e um calçado de borraça são alguns deles. Também vale ficar atento aos sites que aparecem por ai. Nem sempre as dicas estão corretas, assim tente encontrar algum realmente de confiança. Aqui vão alguns que foram listados pela matéria. O critérios de escolha foram a forma didática de ensinar e a confiabilidade.


- http://www.multicoisas.com.br/

- http://www.bemsimples.com.br/


Uma arte utilizada na matéria de Pedro Andrada e Vitor Moreno, mostra em que a internet pode te ajudar.


Saindo...

Há seis meses atrás decidi que algo deveria ser mudado na minha vida. Era hora de correr atrás dos sonhos deixados de lado por causa da correria e por oportunidades surgidas. Fiz uma escolha, fiz coisas para torná-la realidade e também fiz faculdade de jornalismo. Era hora de fazer mais alguma coisa. Ficar lembrando esse sonho de criança nascido no sofá da sala enquanto assistia os jornais na TV e via aquelas apresentadores com modelitos lindos, não adiantava nada. Os modelitos chiques hoje não combinam muito comigo, sou básica e hippie demais, mas o jornalismo ainda combina. Ainda é meu sonho e minha meta. Final das aulas do meu último semestre de jornalismo com direito a apresentação de projeto de rádio e da monografia. Era junho e a aprovação em todas as matérias restantes aconteceu. Não fiz festa de formatura dessa vez. É algo legal, claro que é, mas eu já havia feito uma há três anos atrás quando me formei em Publicidade e Propaganda. Meu pai, minha mãe, minha irmã, meu cunhado, meus familiares e amigos já tinham sentido o gostinho da comemoração. Dançar valsa novamente não era algo que eu realmente queria fazer. Sem falar que a festa de formatura é cara, gastar quase três mil não estava no planejado, ainda mais quando meu pai não queria ajudar em nada.



Deixei de lado o ritual clássico decidindo fazer apenas a colação de grau. Por coinscidência era dia do aniversário do meu pai, 19 de setembro. Foi em 2008, era um dia de clima ameno, um dia bom para uma comemoração em dose dupla. Fiquei feliz por dar esse presente de aniversário para o meu pai Vilson. Claro que o presente também era para minha mãe Nilza e principalmente para mim. Meu pai colocou uma de suas combinações para eventos sociais e minha mãe o conjuntinho cinza brilhante usado em todos esses momentos onde uma roupa diferenciada é solicitada. Constatei isso esses dias acessando meu orkut. A maioria das fotos que ela aparece esta vestida com esse terninho. A colação foi no auditório da Universidade do Sul de Santa Catarina, Unisul. Lugar onde são feitas palestras, apresentações e aulas mais elaboradas. Uma sala branca, com o chão forrado por um carpet azul marinho, duas grandes fileiras de cadeiras azuis com a logomarca da universidade bordada no encosto, um palco, mesa para acomodar os convidados para as palestras, bandeiras do estado, do país e da instituição completavam o ambiente. Também havia um data show, mas a ocasião não necessitava dele. Estavamos lá depois de quase uma hora de BR-101. A Unisul fica em Tubarão, distante quase 70km de Criciúma, cidade onde nasci e vivi os primeiros 26 anos de vida. A Darlete, coordenadora do curso, foi quem conduziu a cerimônia que durou menos de 15 minutos. Juramento, leitura de alguma coisa, assinatura de uns papéis e pronto: uma jornalista com diploma. Quer dizer, o diploma eles só me entregaram em janeiro. Meu sonho de criança estava realizado. Eu me tornei o que eu queria ser quando crescer. Esses foram os últimos momentos na universidade onde estudei sete anos da minha vida. Foram tantas histórias, segredos, paixonites, um amor, amizades verdadeiras, colegas conquistados, conhecimento adquirido, projetos, festas e o bar. Viva o bar da faculdade e a reunião com os amigos. Comer batata frita e tomar uma cervejinha no final da aula era muito bom. Ou no meio da aula também, tudo dependia do dia. Atualizar os papos, comentar sobre o que aprendemos, acertar detalhes de trabalhos e falar da vida de cada um. "Como foi o final de semana?" "E o namoro vai bem?" "Conseguiu aquele estágio?" "Tua família como está?" "Aquela festa foi legal?" "Aproveitou a liquidação?" "Vai dizer que ela fez isso?" Quantas conversas, quantos segredos e quantas mudanças. Ao entrar na faculdade muita coisa muda. Acaba a fase de colégio e começa a fase de entender o que o futuro pode te reservar.



Finalizei uma fase da minha vida e iniciei outra nesse dia. Completando os rituais da minha simples e tão importante formatura, voltei para Criciúma dirigindo o carro novo do meu pai. Ele sonhou tanto com esse carro que no início tinha até medo de dirigí-lo. Eu o ligava, eu o levei para o padre benzer (pais católicos e seus ritos sagrados) e eu que o dirigi pela primeira vez. Era um sonho realizado e ele nem acreditava naquilo. "Um carro zero, e meu?" Era mais ou menos isso que passava na sua cabeça. "Para um açogueiro ter as filhas formadas, um carro, uma casa... está muito bom. Quem diria que eu conseguiria isso?". Ele sismou não poder ser nada além do que era. Eita pensamento bobo irritante, mas fazer o que, esse é seu pensamento. Não posso mudá-lo. Chegando em Criciúma fomos até um restaurante escolhido por mim. Momento único, momento importante onde as pessoas que mais amo estavam presentes. Com a barriga cheia voltamos para casa.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ah não! Sete anos de azar.

Morar em uma casa com pouco espelho não é fácil. Você tem que analisar o modelito, secar o cabelo olhando no espelho ou simplesmente ficar uma hora analisando todas as gordurinhas extras que você tem que eliminar. Agora tente imaginar um banheiro sem espelho? Impossível. Quando cheguei aqui no meu amado apê azul aquário (conto isso depois) foi essa a situação que encontrei. Logo pensei: uso o espelho que tenho no meu quarto em Criciúma. Parto ao meio e coloco um pedaço no banheiro e outro no quarto. Perfeito!

Aproveitei minha primeira ida para Criciúma para trazer o espelho. Fui finalizar minha saída da empresa que pedi demissão. Coisa rápida, sai no domingo e voltei na segunda-feira para ilha. Visitei família, matei saudade da cachorra, almocinho da irmã e a tão sonhada ida a vidraçaria. Infelizmente o espelho do R$ 1,99 ficou em um pedaço só, por ser muito fino ele não foi resistente o suficiente para ser partido ao meio. Mas tudo bem, pelo menos meu banheiro teria espelho. Ele veio embrulhadinho no papel junto comigo no ônibus. Confesso que fiquei com medo que ele caisse na cabeça da senhorinha que ficou no banco abaixo do espelho. Mas deu tudo certo, ninguém morreu e o espelho chegou certinho.


Em casa uma tragédia aconteceu: quebrei o espelho. Fui colocá-lo "delicadamente" sobre minha cama e só ouvi um som baixinho de algo partindo. Isso significa sete anos de azar. Sinceramente, azar é algo que não posso ter ao mudar de cidade, a tentar uma carreira profissional nova e ainda encontrar um namorado. Só que eu tive o azar de conseguir ter mais azar. O que fazer? Jogar fora claro. Por precaução pensei em armezanar o vidro de um jeito que não machucasse ninguém ao ser pego do lixo. Não encontrei nada adequado. Fui deixando... deixando... deixando... Coloquei o espelho fora este sábado, um mês depois do ocorrido. Espero que o azar tenha ido embora junto. Como todo ser humano procurei maiores informações no google. Descobri pouca coisa, mas o Feng Shui disse que não presta deixar algo quebrado. Se for na casa nova então, tem que fazer uma limpeza energética. Vou fazer isso... quem sabe a sorte não volta? Depois que quebrei o espelho perdi um emprego. Em contra partida consegui uns freelas. Mas sabe como é, não posso correr o risco de ficar com esses sete anos de azar.

A decisão

A vontade de mudar de cidade surgiu numa viagem para Florianópolis. Depois de um semestre danado, monografia, projeto de rádio e a última matéria do curso, eu realmente precisava disso. Agora era hora de aproveitar um pouco e esperar a formatura. O estresse era tanto e viajar com as amigas ajudaria muito. Ir no show do rapper JaRule mais ainda. Dançar, rir e ser feliz. Para vocês terem uma noção, fui conseguir esquecer minha rotina semanal de faculdade e trabalho só no domingo, praticamente na hora que estavamos voltando para Criciúma. Apesar de minha cabeça estar cansada, perdida e meio atordoada, a cidade me fisgou. Eu tinha que morar ali, na ilha da magia. Quando atravessei a ponte que leva ao continente pensei: "um dia vou morar aqui." Vale dizer que todos que chegam a cidade pensam isso. Uns até nem voltam mais para casa. Florianópolis tem uma mágia inesplicável. Várias piadinhas são feitas sobre isso. Uma delas é que deveria ser feito um portal na entrada da cidade dizendo: "Seja bem-vindo à ilha da magia, aproveite tudo o que puder só não esqueça de voltar para casa." Se o portal existisse eu seria mais uma das turistas que ignoraria a mensagem, e aqui estou. Claro que além da energia positiva desse lugar, a parte profissional pesou muito na decisão da mudança. Analisando o mercado de comunicação daqui, existem mais oportunidades de trabalho. Enfim, chegava a hora de começar a fazer algo para que a mudança fosse feita.