quarta-feira, 3 de junho de 2009

A procura - parte 3

Nessa história de mandar a papelada via fax meu primo Guilherme teve que ir até uma lan house. Nessas indas e vindas o dono dela, o senhor Valmir, perguntou para que era essa papelada? O Guilherme explico que a sua irmã estudava em Florianópolis e todos aqueles documentos eram para o contrato de aluguel. A sorte aparece agora. Eu tenho um apartamento para alugar lá de três quartos. Ele ainda falou o valor do aluguel, onde era, que tinha mobilia e pediu para que fossemos até a Duda Imóveis pegar a chave e visitá-lo. E assim fizemos.

Subida da serrinha, Condomínio Trindade, entrada legal, vários blocos, garagem... que lugar bom. A impressão melhorou ainda mais quando entramos no apartamento. Primeiro: ele era muito lindo. Com as paredes pintadas em dois tons de azul, peixes pendurados, cozinha planejada, quartos espaçosos e dois com móveis. Sacada, elevador, dois banheiros, duas vagas de garagem... pronto, vamos ficar com esse. E o valor? Muito bom. O senhor Valmir ainda disse que pagaria o condomínio. Nessa eu não acreditei muito, até porque o pessoal da imobiliária não iria deixar que isso acontecesse. E assim foi, mas nós já estavamos apaixonadas pelo apartamento mesmo. Contrato feito, vistoria feita, hora de ir para Criciúma e preparar a mudança. Claro que meu primo tirou vantagem da história: "Eu em Criciúma consegui encontrar o melhor apartamento e vocês em duas semanas não encontraram nada de bom..." Pensa que é fácil? Mas até hoje agradeço ao Gui, eita cantinho bom que vim morar.

Antes de voltar para Criciúma outra mudança. Uma entrevista, sim, uma entrevista. Vaga de assessora de imprensa em uma agência em Florianópolis. Coloquei uma roupa bonita e fui até o Morro das Pedras, uma praia daqui. Andei, andei e andei até achar a agência que ficava em uma rua sem saída. Um lugar calmo e de onde era possível ouvir o barulho do mar. Acho que vou gostar daqui, pensei. Hora de vender o peixe. Falei sobre o que fazia no meu trabalho atual, sobre as experiências e planos para o futuro. Defini o valor mínimo do meu salário para eu sair de um emprego de quatro anos e poder morar sozinha. Disseram quais seriam minhas funções se eu fosse escolhida e pediram que eu aguardasse. Conversei com uma das meninas da agência, a dona estava fora. Mas confesso que fiquei curiosa em relação a mulher que estava em um computador próximo de onde acontecia a entrevista.

Voltei para a casa da minha prima. Fiquei esperando e uma resposta veio.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Dica: Sapato sem mofo

Quando guardados por muito tempo, os sapatos podem apresentar pequenas manchas de mofo. Para retirá-las, uso um pano umedecido com água e vinagre na mesma proporção. Deixo secar e finalizo lustrando com um pano e um pouco de glicerina. O resultado é excelente!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A procura - parte 2

Uma ligação: "Maga vais para Florianópolis essa semana? Acho que passei no vestibular e tenho que procurar algo por lá. " No outro lado da linha minha prima Nicole. Expliquei que algumas coisas deram erradas na semana anterior então ela disse: "Deixa que resolvo." O plano sempre foi o seguinte: eu, ela e a Lais morando juntas em Florianópolis. Mas a incerteza da aprovação no vestibular atrapalhou um pouco a história. E esperar por segundas, terceiras e quartas chamadas também.

Confesso que voltar para Florianópolis, por incrível que pareça, não era algo que eu queria fazer. Aquele rolo todo da semana anterior acabou com minhas energias e a esperança de encontrar algo. Começar tudo novamente parecia algo terrível para mim. As mesmas imobiliárias, os mesmos apartamentos... mas outra ligação aconteceu: "Maga, está tudo certo. Nós vamos dividir o apartamento. Vamos para Floripa?" É, não tinha como fugir.

Terça-feira cedinho lá estava eu, minha prima e minha tia Fátima dentro do meu FordKa deslizando pela BR-101. Comuniquei a minha prima Fabiana que estaria chegando para mais uma semana de procura. Também informei para as novas companheiras de busca do apê perfeito que eu tinha visto dois interessantes. Chegando na cidade foram eles os primeiros que vimos. Mas além de ter alguma mobilha, ser de três quartos e de preferência ter os itens da cozinha; o apartamento deveria ser perto da UFSC ou no centro. Sem falar no preço. Imagina encontrar tudo isso e por um preço acessível? Em época onde todos procuravam a mesma coisa? Sim, era uma aventura e tanto. Fomos em muitas imobiliárias e encontramos poucas opções. A primeira um apartamento muito fofo, mas dos três quartos um era pequeno demais. Também não tinha garagem coberta e ficava longe da UFSC e do centro. O preço era bom. Depois encontramos outro que não tinha móveis. Mas tinha garagem, era próximo a UFSC e todos os quartos eram bons. Por precaução reservamos os dois. E seguimos para a segunda fase.

Vamos preparar a papelada? Sim, mas quem disse que é fácil? São inúmeras informações e papeladas que devem ser entregues em 24 horas. Sim, apenas um dia para conseguir tudo. Só que nem tudo o que é solicitado fica pronto nesse limite. Por exemplo a escritura de um imóvel, o fiador obrigatóriamente tem que apresentar esse documento. Sem falar que os documentos deveriam ser enviados via fax, porque o correio demora muito. Adivinha? O fax não funcionava. Outra parte difícil foi comprovar a renda necessária dos locatários. Realmente foi um estresse. Ainda bem que tinha a casa da minha prima Fabiana para fugir depois desses dias loucos.

Mas nessa correria de encaminhar materiais a história mudou novamente. A culpa? Do fax.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Utensílios legais

Antes de morar sozinho você imagina como vão ser todos os mínimos detalhes da sua casa. Qual cor vai ter o jogo de pratos, de talheres, roupa de cama, sofá, geladeira, fogão, paredes... Na maioria dos casos o primeiro apartamento é do jeito que surgir mesmo. Pouca grana no bolso ou dividindo com uma galera que não vai nem cuidar direito das coisas. Só que também não pode deixar tudo ficar uma bagunça né? Que tal algumas dicas de utensílios legais? Encontrei essas aqui:


Porta-talheres
Se tiverem divisórias, são perfeitos. Você lava os talheres, separa-os por tipo e guarda direto na gaveta.




Ganchinhos
Espalhe alguns pela cozinha. Acomodam desde panos de prato até conchas e escumadeiras.




Pratos brancos
Assim, sua mesa estará sempre chique. Basta colocá-los sobre uma toalha lisa de cor forte.



Batedor e tigela de inox
Substituem muito bem a batedeira e são fáceis de lavar.


Jogo de facas
Facas na gaveta são perigosas. Procure jogos com suporte.




Pão-duro
Com ele, não sobra nenhum restinho na vasilha. Serve para misturar e raspar cremes e massas.



Panela multiuso
Nem grande, nem pequena, todo mundo tem uma panelinha xodó. Escolha uma com 25 cm de diâmetro.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A procura - parte 1

Primeiro antes de procurar algo você tem que saber o que. Eu não sabia. Fevereiro iniciava, minhas férias e minha tarefa de procurar um apartamento em Florianópolis. Onde procurar? O que procurar? Vou dividir com alguém? Bem, fazia um tempo que eu vasculhava os sites das imobiliárias que eu conhecia da cidade. Uma colega de quarto eu também já tinha, a Lais. Só que eu não sabia que procurar apartamento para duas pessoas era muito complicado. Ainda mais com o preço que eu e ela estavamos dispostas a pagar. Não encontrei nada que realmente fosse bom. Fiquei uma semana em Florianópolis, andando para lá e para cá, me perdendo, me achando e realmente ficando irritada. A Lais não pode ajudar nessa tarefa porque ela estava no exterior, voltava apenas em março. Minha mãe não saberia me ajudar, ela seria mais uma perdida na capital. Não era a independência que eu estava procurando? Farei isso sozinha.

Fiquei os sete dias na casa da minha prima Fabiana. Ela também foi mais uma da família que decidiu vir morar aqui. Me deu aquela força, aquela caminha confortável, conversas, papos e jantinhas legais. Como é bom contar com pessoas legais né? Morar sozinha tem muito disso. Você aprende a ser solidário, afinal de contas isso é uma aventura.

Mas a mordomia só ficava ali, no apartamento da Fabi (que inclusive lê este blog). E no final de semana quando eu aproveitei para pegar uma praia, afinal de contas era fevereiro e eu estava na ilha da magia. Durante a semana a busca continuava. Uma semana inteirinha perdida. A situação poderia piorar? Sim, e piorou. Depois de correr, passar alguns dias gastando tempo e gasolina, a mãe da minha futura parceira de apartamento ligou e disse que eles haviam mudado de idéia. Que só procurariam algo para a filha quando sua volta dos Estados Unidos estivesse mais próxima. O que eu respondi? Tudo bem. Sentimentos variados surgiram em mim naquele momento. Raiva, tristeza, vontade de sair correndo e desespero. O que faço agora? Vou procurar kitnets e apartamentos para uma pessoa apenas. Minha mãe adorou a idéia, ela é meio anti-social às vezes. Sem falar que dividir a filha com outras pessoas assim é meio estranho para ela. Ciúme básico acho. Vou morar sozinha mesmo e quem sabe na praia, como eu havia planejado. Quando pensei em morar em Florianópolis minha primeira opção era morar no Campeche. Uma praia bem estruturada que fica mais ao sul da ilha. Só que a necessidade de parceria me fez mudar de idéia.

Encontrei vários cantinhos bons, mas nenhum eu poderia pagar. Então surgiu uma kitnet semi-mobiliada bem pertinho da universidade federal. Era na verdade um corredor de kitnets que fica no térreo de um prédio. Você entra na garagem frontal do prédio e lá estão várias kitnets distribuidas. Eram cinco e uma poderia ser a minha. Fui visitá-la, reparei os móveis e acabei não gostando muito do que vi. Também achei ela fechada demais. "Cadê a janela?" Só havia uma e bem pequena. Seria muito abafado morar ali. Só que era tudo o que eu tinha até o momento.

- "E o carro? Onde posso deixar?" perguntei ao funcionários da construtora que tentanva me convencer a alugar o imóvel.
-"Não tem garagem. Você pode alugar uma do prédio ou deixar ali na frente. O prédio da frente tem câmera de segurança."

Que resposta sacana heim? O que uma câmera de segurança pode fazer se alguém tentar roubar meu carro? Dar uma voadeira das boas? Não. Mas era só isso que eu tinha. E realmente eu estava ficando muito cansada dessa história toda. Fui até a construtora, peguei a lista de documentos que eu teria que apresentar e fiz uma solicitação:

- "Vocês tirando a cama que não gostei e conseguindo um lugar para eu deixar o carro alugo a kitnet".

Voltei para Criciúma, conversei com meus pais e fiquei no aguardo da resposta que nunca apareceu. Ainda bem que a história tomou outro rumo. E para melhor.

Dica: Abra a garrafa de vinho sem abridor

O inverno está chegando e os dias ficam ainda mais propicios para aquele vinho tinto. Melhor se tiver companhia né não? A dica de hoje é para os amantes de um bom vinho. Abrir uma garrafa nem sempre é tão fácil. Por isso sempre é bom ter um abridor, e dons bons, por perto. E se você não tem? Para abrir uma garrafa de vinho sem abridor é só deixar escorrer um pouco de água quente pelo gargalo da garrafa. Como o calor expande o vidro, retirar a rolha fica bem mais fácil.

Legal né? Vou continuar garimpando umas dicas legais na internet. Essa foi retirada do site MdeMulher.


Foto: Banco de imagem sxc.hu

terça-feira, 19 de maio de 2009

Aprendendo a ter paciência

Nos últimos tempos ter paciência é algo que venho exercitando muito. Saber aguardar o momento certo, saber esperar, saber entender que a vida acontece como deve ser e não como você deseja. Claro que planejar e agir buscando algo ajuda muito, mas definitivamente o destino é mais forte. Depois da segunda entrevista foram dois meses sem nenhuma notícia. Sem nenhum e-mail, sem nenhum telefonema, sem nenhum possível novo emprego. Sem iniciar minha carreira no jornalismo.

Florianópolis continuava nos planos, certamente em março eu estaria morando lá. Aproveitei janeiro como nunca. Festas com as amigas e família sempre. Praia, praia e praia. Mesmo o tempo não ajudando muito, era sempre lá que eu estava. Sou rata de praia assumida, amo verão, amo a energia do sol, do mar e de ficar papeando com as amigas na areia. Também gosto de ficar só ali ouvindo o barulho do mar ou a música rolando no mp3.

Aproveitei para paparicar muito a nova integrante da família, a pintcher Ayla. É tão bom ter um dog por perto né? Aproveitava também as outras dogs, a Belinha e Pretinha, que esperavam seus primeiros bêbes. Elas não têm a arregalia de ficar dentro de casa. Elas ficam na parte de baixo de casa, onde tem um espação para brincar. Os filhotes nasceram antes de eu sair de casa. Foi uma angústia. Eu não sabia o que fazer. Uma começou a chorar primeiro, e eu falava: Pretinha está doendo? E ela chorava... Gente! Realmente é angustiante. Depois, acho que prematuramente e por que a outra ganhou, a Belinha também iniciou seu trabalho de parto. Essa foi mais escandalosa. Chorava e ficava cavando no piso. Também falava com ela, mas não tinha muita coisa para fazer. Elas naturalmente sabem o que fazer. Os filhotes nasceram lindos! Foram quatro da Pretinha, um acabou morrendo, e cinco da Belinha. Todos com características das mães, vira-latas e com a cor igual. Caramelos como a Belinha e pretinhos como a Pretinha. Uma fofura! O pai nós não sabemos quem é, mas foi uma experiência interessante ver os filhotes ali.

Fevereiro iniciava. Minhas férias também e a busca por um apartamento. Hora de trasnformar alguns planos em realidade.